segunda-feira, 12 de maio de 2014

São três os deveres dos pais para com os filhos:

I -  AFETO
Não será preciso insistir muito nesta obrigação primordial, pois Deus fez o coração do pai e da mãe, um tesouro de amor e  de ternura. Este sentimento pode tornar - se cego e perigoso, se admirarmos tudo nos filhos, inclusive as falhas, os defeitos. O amor dos pais deve ser, pelo contrário, esclarecido e inteligente. Deve ser:
a) sem fraqueza:
Não dê aos filhos o que possa ser prejudicial a seus verdadeiros interesses. Carinhos na hora do erro, sensibilidade exagerada  trariam consequências desastrosas. Quem sabe amar, sabe punir, é ditado é real.
b) sem egoísmo:
A meta dos pais, o alvo de todos os seus  esforços, deve ser o aproveitamento, o bem e a felicidade dos filhos, e não vantagens próprias;
c) sem predileções:
O amor dos pais não pode fazer distinção entre os filhos, pois pode trazer aborrecimentos e discórdia, pois a mágoa é má conselheira.

II - EDUCAÇÃO

 A educação tem objeto duplo: corpo e alma. Seu fim é desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança.
 Educação física:
a) Os pais têm obrigação de proporcionar aos filhos a subsistência material. É um dever que se impõe logo no início da  existência da criança. Cabem à mãe, os primeiros cuidados.E não pode falhar à sua missão do papel essencial da maternidade: criar, ela mesma, a prole. Quando maiorzinha essa, será o pai mais particularmente indicado para prover ao sustento material da família. Ou melhor, pai e mãe devem unir forças  para ensinar aos filhos aquilo que precisam aprender segundo às exigências sociais.
b) Devem também zelar pelo desenvolvimento físico dos filhos, pois a saúde do corpo é atrelada à saúde da alma .
c)Precisam acostumar os filhos ao trabalho. pois é o meio mais eficaz de mostrar ao filho que a vida pode ser boa mas é dura, e que o trabalho dignifica o homem..
 Educação intelectual e moral:
Consiste na formação das duas faculdades mais nobres da criatura humana: a inteligência e a vontade, por meio da instrução e da educação propriamente dita.
a) Instrução — É da máxima importância o cultivo do espírito. Antes, porém, de encaminhar os filhos neste ou naquele ramo, de introduzi - los nestas ou naquelas ciências, os seus mentores hão de levar em conta, os gostos e as aptidões dos pequenos. Do contrário, teriam, mais tarde, de curtir amargas decepções, cruéis e irremediáveis desenganos. Devem descobrir e auxiliar os planos divinos; logo indagar da vocação dos filhos, favorecê-los de toda a maneira, abstraindo por completo dos interesses mesquinhos.
b) Educação  Por mais alto que seja, o valor da instrução, ela seria  desperdiçada se não investir em uma boa educação. É pérola preciosa, um espírito educado. Joia de mais fino quilate,uma alma de caráter.. Consegue-se esta lapidação lenta, pela persuasão, pela autoridade, pela influência moral de todas as horas. Exige, dos pais, o cumprimento escrupuloso de dois deveres de relevância suma: vigiar e corrigir.
Vigilância — Vigiar, é prevenir o mal; é espantá-lo, antes que apareça; é destruí-lo no germe. Os pais, para isso, hão de remover tudo quanto pudesse ser estorvo ou tropeço para a virtude dos filhos; más companhias, livros e jornais, que desrespeitam a fé ou os costumes. Hão de ensinar-lhes com paciência inesgotável, os nobres princípios do dever, do sacrifício, da honra, da dominação dos ímpetos e do gênio.
Correção — Procurar encaminhar os filhos por caminhos limpos, não ser os pais apenas legais, aqueles que aceitam tudo o que o filho quer, analise as companhias em que anda seu filho. Quando for necessário, seja severo, pois suas broncas em nada vão se comparar com as cobranças sociais. Se você usa sua autoridade na medida certa, nem indulgente, nem severo demais, pode manter seu filho no caminho do bem. Lembre - se, apesar de desejar, ainda não conseguimos ser eternos, e em nossa falta, é bom que os tenhamos preparado para a vida. É preciso muitas vezes " domar e disciplinar a vontade, mas nunca oprimi - la".
Acima, e antes de tudo, deve ser religiosa a educação. Infelizmente, não é garantia infalível do triunfo da moral, a educação religiosa. Mas, a experiência secular mostra que é erro colossal, separar da religião a moral, e que a educação divorciada da religião acarreta, logicamente, o divórcio da moral. Portanto, que os pais ensinem aos filhos  as orações, os rudimentos da fé. 

III –  BOM EXEMPLO

Ainda que se esmerassem, com todas as veras da alma, os pais, na educação dos filhos,não surtiriam efeito bom, todos estes empenhos se viessem desacompanhados do exemplo.Palavras sem exemplo, diz o grande Vieira, são tiros sem balas. De fato que fruto lograria quem pregasse a virtude, encomiasse a oração, a assistência à missa, a fidelidade às leis da abstinência, o cumprimento do dever da comunhão, não praticando ele próprio, nada disso?”
https://www.youtube.com/watch?v=RRAPb81Mva4

2 comentários:

  1. O que mais está faltando é o bom exemplo não é?
    Complicado.
    Gostei do seu blog flor. Só não achei a fanpage para curtir.
    Tem sorteio lá no meu blog, te convido para participar.
    Bjoo

    Jessica

    www.minhasfeminices.com

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    Respostas
    1. Agradeço a visita....e sim, hoje falta bons exemplos, pois coisas ruins vemos por todos os lados, e infelizmente a família que cuida da educação do filho é a exceção à regra...
      vou visitar seu blog sim, leio sempre que posso e curto muito...

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Obrigada por nos visitar! LI