terça-feira, 16 de junho de 2015

Maquiagem, fazendo moda desde a antiguidade oriental


Durante o domínio egípcio pelo oriente os integrantes do grande império passaram a usar produtos coloridos para se destacarem dos nobres e do clero. Usavam batons, blushs, iluminadores, pó de arroz e sombras. 
Os produtos eram feitos a base de argila,  açafrão, antimônio, chumbo,  cinábrio,  malaquita,  kohl, amoras,  cinzas,  fuligem,  pétalas de rosa,  produtos vegetais,  cobre,  ferro e o carbono. Nesta época, a produção destes cosméticos era tida como a principal manifestação de arte da civilização egípcia. Entre as matérias primas citadas, destacava-se o kohl, um pigmento preto utilizado no lápis de olho, no lápis de sobrancelhas, no rímel e nas sombras para escurecer determinadas áreas do rosto e deixá-las menos pálidas. Muitas destas matérias primas eram extremamente tóxicas para a saúde destas pessoas, como, por exemplo, os metais. É que materiais, como o chumbo, estragavam a pele e providenciavam um envelhecimento precoce. Ao invés dos cosméticos servirem como opção de embelezamento, serviam como destruição do padrão de beleza.
Com o passar dos anos, a Grécia começou a produzir maquiagens com novos elementos, se intensificando após a queda do império romano. Mas, estes produtos só se disseminaram pelo continente europeu durante as cruzadas, possibilitando aos nobres o uso de bases faciais. Nesta época, o padrão de beleza grego não era a favor da pintura dos olhos. Os gregos alegavam que a aplicação de sombras nos olhos simplesmente deturpava a identidade das pessoas, assim como não aceitavam um padrão estético magro. Apesar de estar disponível, as maquiagens não eram bem vistas pelas igrejas, pois o pensamento religioso considerava pura vaidade.
Após o século XV, os produtos de maquiagem, que ainda prosseguiam com a mesma toxicidade de antes, mas com as suas fórmulas modificadas, passaram a ser utilizados por todas as classes sociais e não apenas pelos aristocratas, os cortesões e os reis. Como os cosméticos mais básicos começaram a ser aplicados por pessoas de classes sociais mais baixas, a nobreza lançou moda e passou se diferenciar através de acessórios à base do ouro, da prata e das pedras preciosas, que custavam muito dinheiro, motivo pelo qual poderiam continuar se sentindo superiores. A partir do século XVII, países como a Itália e França começaram a produzir os produtos industrialmente.
Com a popularização do cinema nos anos 20, os cosméticos, aos poucos, foram substituindo matérias primas tóxicas por ingredientes como o amido de arroz, o caulim, o corante sintético, o óleo e o talco. Antes de serem lançados no mercado da beleza, estes produtos de maquiagem eram testados nos laboratórios. Por causa da intenção de dramatizar o look com grande contraste, nesta década as mulheres usavam batom com de cor carmim, sobrancelhas bem pigmentadas e olhos marcados com lápis. Contudo, não preparavam a pele nem com base, nem com corretivo nem com pó facial para as cores não se harmonizarem.
Este visual chamativo proporcionado pelo cinema era associado aos maus costumes e ao pecado da luxúria pelas mulheres mais conservadoras, como, por exemplo, as britânicas. Sem contar que as atrizes do teatro e do cinema sofreram preconceito por muitos séculos pelo motivo de não terem a sua profissão reconhecida como uma atividade profissional. Através da revolução industrial, as maquiagens se tornaram extremamente algo comum, assim como hoje em dia. Foi a partir de então que surgiram o consumo, a cultura de massa, os meios de pagamento, os meios de comunicação e os produtos industriais em peso. Como consequência, veio a moda, as tendências e as inúmeras opções de cosméticos.


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