Durante o domínio egípcio pelo oriente os integrantes do grande império passaram a usar produtos coloridos para se destacarem dos nobres e do clero. Usavam batons, blushs, iluminadores, pó de arroz e sombras.
Os produtos eram feitos a base de argila, açafrão, antimônio, chumbo, cinábrio, malaquita, kohl, amoras, cinzas, fuligem, pétalas de rosa, produtos vegetais, cobre, ferro e o carbono. Nesta
época, a produção destes cosméticos era tida como a principal manifestação de
arte da civilização egípcia. Entre as matérias primas citadas, destacava-se o
kohl, um pigmento preto utilizado no lápis de olho, no lápis de sobrancelhas,
no rímel e nas sombras para escurecer determinadas áreas do rosto e deixá-las
menos pálidas. Muitas destas matérias primas eram extremamente tóxicas
para a saúde destas pessoas, como, por exemplo, os metais. É que materiais,
como o chumbo, estragavam a pele e providenciavam um envelhecimento precoce. Ao
invés dos cosméticos servirem como opção de embelezamento, serviam como
destruição do padrão de beleza.
Com o
passar dos anos, a Grécia começou a produzir maquiagens com novos elementos, se
intensificando após a queda do
império romano. Mas, estes produtos só se disseminaram pelo continente europeu
durante as cruzadas, possibilitando aos nobres o uso de bases faciais. Nesta
época, o padrão de beleza grego não era a favor da pintura dos olhos. Os gregos
alegavam que a aplicação de sombras nos olhos simplesmente deturpava a
identidade das pessoas, assim como não aceitavam um padrão estético magro.
Apesar de estar disponível, as maquiagens não eram bem vistas pelas igrejas,
pois o pensamento religioso considerava pura vaidade.
Após o
século XV, os produtos de maquiagem, que ainda prosseguiam com a mesma
toxicidade de antes, mas com as suas fórmulas modificadas, passaram a ser
utilizados por todas as classes sociais e não apenas pelos aristocratas, os
cortesões e os reis. Como os cosméticos mais básicos começaram a ser aplicados
por pessoas de classes sociais mais baixas, a nobreza lançou moda e passou se
diferenciar através de acessórios à base do ouro, da prata e das pedras
preciosas, que custavam muito dinheiro, motivo pelo qual poderiam continuar se
sentindo superiores. A partir do século XVII, países como a Itália e França
começaram a produzir os produtos industrialmente.
Com a
popularização do cinema nos anos 20, os cosméticos, aos poucos, foram
substituindo matérias primas tóxicas por ingredientes como o amido de arroz, o
caulim, o corante sintético, o óleo e o talco. Antes de serem lançados no
mercado da beleza, estes produtos de maquiagem eram testados nos laboratórios.
Por causa da intenção de dramatizar o look com grande contraste, nesta década
as mulheres usavam batom com de cor carmim,
sobrancelhas bem pigmentadas e olhos marcados com lápis. Contudo, não
preparavam a pele nem com base, nem com corretivo nem com pó facial para as
cores não se harmonizarem.
Este
visual chamativo proporcionado pelo cinema era associado aos maus costumes e ao
pecado da luxúria pelas mulheres mais conservadoras, como, por exemplo,
as britânicas. Sem contar que as atrizes do teatro e do cinema sofreram
preconceito por muitos séculos pelo motivo de não terem a sua profissão
reconhecida como uma atividade profissional. Através da revolução industrial,
as maquiagens se tornaram extremamente algo comum, assim como hoje em dia. Foi
a partir de então que surgiram o consumo, a cultura de massa, os meios de
pagamento, os meios de comunicação e os produtos industriais em peso. Como
consequência, veio a moda, as tendências e as inúmeras opções de cosméticos.






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